Portal de Administração de Conferências - CEFET-MG, 14ª Semana de Ciência & Tecnologia 2018 - CEFET-MG

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(RE)CONSTRUINDO AS RELAÇÕES DE GÊNERO NO TRABALHO
Carolina Riente de Andrade Paula, Ludmila de Vasconcelos Machado Guimarães, Daniel Martins de Freitas

Última alteração: 2018-08-23

Resumo


O objetivo desta pesquisa é problematizar como a escola pode ser mais um lugar onde a estigmatização e a exclusão se evidenciam, trazendo impactos no trabalho do/as futuro/as profissionais. Trata-se de um estudo de caso, descritivo, explicativo e quantitativo. Foram aplicados 111 questionários em aluno/as de cursos e períodos variados da graduação do CEFET-MG (BH), que haviam concluído a disciplina Psicologia Aplicada às Organizações. Os dados foram coletados em novembro de 2017 e tratados pela estatística descritiva. 80% dos respondentes têm de 18 e 25 anos, 48% são do gênero feminino, 86% heterossexuais, 58% branco/as. Quanto às vivências de preconceito/opressão por causa do seu gênero, 30% já sofreu algum na sociedade, 22% no meio organizacional e 15% já sofreu algum no CEFET, a maioria por parte dos professores. 92% percebem alguma necessidade de mudança no CEFET para ser mais acolhedor para as minorias sociais. O indivíduo, por ter nascido homem ou mulher, recebe determinado tratamento, educação e oportunidades, experimentando o aprendizado de maneira distinta, em função do sexo, impactando suas relações com o trabalho. A própria noção de gênero, pode-se afirmar, é uma construção social, baseada na hierarquia entre os sexos masculino e feminino e traz implícitos fenômenos políticos, sociais e culturais. Espera-se contribuir para a não propagação de opressões a partir de estereótipos, oportunizando o desenvolvimento profissional de ambos os sexos de maneira igualitária.

Palavras-chave


Gênero. Educação. Trabalho. Opressão. Diversidades