Portal de Administração de Conferências - CEFET-MG, 14ª Semana de Ciência & Tecnologia 2018 - CEFET-MG

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INFLUÊNCIA DO TEMPO DE INFUSÃO NA EXTRAÇÃO DOS TERPENOS BIOATIVOS DO MANJERICÃO (Ocimum basilicum L.)
Esther Maria Ferreira Lucas, Ana Maria Resende Machado, Enzo Mendes Leão, Catharine de Souza B. Campos, Bárbara Ferreira Lemos Silva

Última alteração: 2018-09-10

Resumo


O manjericão (Ocimum basilicum), planta condimentar e medicinal, apresenta terpenos bioativos. Sua administração terapêutica se dá na forma de chá. Na preparação de chás, por infusão, o tempo de contato entre a água aquecida e o material vegetal pode tanto facilitar a extração dos metabólitos, quanto promover a aceleração de reações de degradações enzimáticas e/ou favorecer à perda dos voláteis. No intuito de estabelecer como o perfil químico dos chás de manjericão varia de acordo com o tempo de contato entre material vegetal e água fervente, realizou-se este trabalho. Foram preparadas infusões (50%p/v) de folhas frescas, inteiras de manjericão, que ficaram em contato com a água fervente por 5, 10, 20 e 30 minutos, os sistemas foram filtrados e particionados em acetato de etila. Cada fração orgânica foi submetida à análise por CG-MS. Em todas as infusões foi observada a presença dos mesmos metabólitos: β-pineno, limoneno, γ-terpineno, α-copaeno, β-elemeno, β-cariofileno, α-humuleno, germancreno B, cadineno, e germancreno-D-4-ol. Porém, as maiores concentrações foram obtidas para as infusões submetidas à 20 minutos de contato. Conclui-se que na obtenção dos chás de manjericão, 20 minutos é o período de contato que garante a maior eficiência do processo extrativo. Em tempos de infusão superiores à este, a perda por volatilização se torna significativa mas, como não foram observados outros metabólitos no cromatograma, o aquecimento parece não favorecer a degradação.

Palavras-chave


Fitoterápico. Infusão. Mangericão