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O USO “AGROTÓXICOS URBANOS”: REFLEXÕES NO ÂMBITO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS EM SAÚDE
Bráulio Silva Chaves, Clarice Otero Sampaio

Última alteração: 2019-09-03

Resumo


Os “agrotóxicos urbanos” ou saneantes domissanitários são usados nos centros urbanos para higienização, desinfecção e controle de pragas (inseticidas, raticidas, repelentes), segundo a Lei nº 6.360/1976. Apesar de possuírem os mesmos princípios ativos dos agrotóxicos agrícolas, não são considerados agrotóxicos e, desse modo, podem ser vendidos livremente no varejo, sem controle ou restrição. Os pesticidas residenciais são frequentemente usados para controle de pragas urbanas e combate às epidemias como a da dengue e sua utilização disseminada e indiscriminada em atividades domésticas, associada ao descarte inadequado das embalagens contaminadas, pode causar danos à saúde humana e sérios impactos ambientais, como a contaminação de rios e aterros sanitários. O trabalho tem como objetivo levantar e analisar as controvérsias em torno do uso dos “agrotóxicos urbanos” no Brasil e investigar o processo desde a venda até a disposição final desses produtos químicos em Belo Horizonte. As abordagens das ciências sociais e humanas em saúde, notadamente da saúde coletiva, são utilizadas teórica e metodologicamente. Por meio pesquisa qualitativa e quantitativa, com foco na região Oeste de Belo Horizonte, objetiva-se um quadro do impacto dos agrotóxicos urbanos em um espaço determinado. Espera-se produzir um panorama crítico em relação ao uso e destinação final dos saneantes em Belo Horizonte e destacar como as políticas públicas municipais encaram tal problema.

Palavras-chave


Agrotóxicos urbanos. Belo Horizonte. Saúde coletiva.