Portal de Administração de Conferências - CEFET-MG, 27ª Mostra Específica de Trabalhos e Aplicações

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ARQUITETURA E POESIA CONCRETA: PONTOS DE CONVERGÊNCIA
Luiz Antônio Ribeiro, Aurélio Takao Vieira Kubo, Flávia Hemília de Andrade Martins, Isabela Cristina Gomes Goulart, Luiz Eduardo Marques Silva

Última alteração: 2017-08-26

Resumo


A arquitetura contemporânea tem sido influenciada por novos conceitos que ultrapassam a exatidão de cálculos e as normas regulamentadoras das construções. Esse novo olhar confere aos projetos arquitetônicos uma linguagem perceptiva, sensorial e criativa, sendo compreendido, assim, como a poesia do espaço. Tal tendência parece dialogar com uma corrente literária emergente a partir da segunda metade do Século XX, o Movimento Concretista, responsável por criar uma poesia imagética, que valorizava o campo visual, o aspecto gráfico da letra, a cor e a disposição das palavras no espaço, configurando-se, desse modo, a poesia concreta. A aproximação entre áreas de atuação tão distintas suscita o seguinte questionamento: quais são os pontos de convergência entre a nova tendência em arquitetura e a poesia concreta? A hipótese subjacente é que o diálogo entre a arquitetura e a poesia concreta se traduz pela dimensão da essência humana, caracterizada por valores sociais, filosóficos, culturais e artísticos presentes na contemporaneidade. O objetivo geral consiste em estabelecer as características comuns entre a Arquitetura e o Movimento Concretista. Os resultados apontam para uma concepção de Arquitetura e de Poesia Concreta como uma nova forma de linguagem, reflexo das experiências humanas sensório-espaciais, da criatividade e do lirismo.

Palavras-chave


Arquitetura. Poesia concreta. Linguagem.