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Ouvir para contar – construção de um acervo de memórias de alunos negros diplomados pelo curso Técnico de Química Industrial, noturno e matutino, da Escola Técnica Federal de Minas Gerais, atual CEFET-MG 1964 -1970
Laura Nogueira Oliveira, Adriana Rodrigues Gonçalves, Natália Cristina Morais Fernandes

Última alteração: 2013-10-11

Resumo


A pesquisa proposta é a de realizar entrevistas orais semiestruturadas com alunos e alunas negros diplomados pelo curso Técnico de Química Industrial, diurno e noturno, da Escola Técnica, nos anos iniciais de seu funcionamento, entre 1964 e 1970. As entrevistas orais, transcritas, conferidas, pontuadas, anotadas e autorizadas pelos depoentes, constituirão um acervo de memórias. Os dados dos alunos das turmas do período em questão, noturnas e diurnas, mostram que a predominância étnica branca foi uma constante. No turno noturno, de um total de 207 ingressos nas seis turmas do período, apenas 16 eram negros. Destes, 10 foram diplomados. No turno diurno do período, das seis turmas ingressas, totalizando 233 alunos, somente 21 eram negros e, dentre eles, somente 12 diplomaram. Certamente o levantamento do perfil étnico dos ingressos no Curso, entre 1964 e 1970, é, no mínimo, inquietante. A História Oral é uma metodologia de pesquisa para o estudo da história contemporânea, que permite ampliar o conhecimento sobre experiências, valores e sentimentos. Resta dar voz àqueles negros/as que, ultrapassando uma barreira étnica, alcançaram uma formação técnica e adquiriram uma bagagem educacional que os distinguia da imensa maioria dos negros brasileiros. Teria esta formação representado um diferencial em suas vidas?


Palavras-chave


História Oral. História da Educação Técnica e Tecnológica. Política de Ações Afirmativas.

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